Após um acidente de viação, muitas vítimas questionam-se: “Quanto posso receber de indemnização?” ou “Qual é o valor justo?”. No entanto, a resposta não é simples, pois cada caso é único e depende de múltiplos fatores. A indemnização justa é aquela que reflete o impacto real do acidente na vida da vítima, considerando não só as lesões, mas também as suas consequências a longo prazo.
A indemnização por danos corporais é calculada com base em critérios legais e médicos que avaliam o impacto do acidente na vida da vítima. Entre os fatores mais relevantes estão:
Idade da Vítima: a idade influencia diretamente a indemnização, pois uma lesão permanente em alguém jovem terá um impacto de longa duração na sua vida profissional, pessoal e social;
Tipo e Gravidade das Sequelas: as lesões podem ser temporárias ou deixar sequelas permanentes. Quanto maior for a limitação imposta pela lesão, maior será a indemnização. Por exemplo, uma incapacidade que impeça a vítima de realizar as suas atividades diárias ou profissionais terá um peso significativo na avaliação do valor justo.
Repercussão das Sequelas na Vida Pessoal e Profissional: não basta analisar a lesão em si, mas também o impacto na qualidade de vida. Algumas perguntas que influenciam a indemnização incluem:
• A vítima perdeu a capacidade de trabalhar?
• Sofreu uma redução salarial devido à incapacidade?
• Teve de mudar de profissão ou reformar-se precocemente?
• Houve impacto na vida familiar e social, como dificuldades na mobilidade, lazer ou vida íntima?
Internamentos, Cirurgias e Tratamentos: os períodos de internamento, os procedimentos médicos necessários e o tempo de recuperação também influenciam a indemnização. Uma vítima que precisou de múltiplas cirurgias ou de um longo período de hospitalização pode ter direito a um valor maior.
Despesas Médicas Passadas e Futuras: a indemnização deve cobrir tanto as despesas médicas já realizadas (consultas, medicamentos, fisioterapia, etc.) como as despesas futuras que serão necessárias devido à lesão. Se a vítima precisar de tratamentos contínuos, próteses ou reabilitação ao longo da vida, esses custos devem ser considerados.
Dano Moral e Sofrimento Psicológico: além das despesas médicas e da incapacidade física, a indemnização deve compensar o sofrimento emocional causado pelo acidente. Ansiedade, depressão, stress pós-traumático e a perda da qualidade de vida são aspetos frequentemente considerados.
As seguradoras avaliam os danos de forma padronizada, muitas vezes oferecendo valores abaixo do que a vítima realmente merece. Como cada caso é único, a negociação da indemnização deve ser feita com base em uma análise detalhada de todas as consequências do acidente.
Com o apoio de um advogado especialista em acidentes de viação, é possível garantir que todos os fatores sejam devidamente contabilizados, resultando numa indemnização mais justa.
Atenção: Antes de aceitar qualquer proposta da seguradora, consulte um especialista para avaliar se o valor apresentado é realmente adequado à sua situação
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